sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Tietê Vivo: dez mandamentos para recuperar o rio de SP

A limpeza do Tietê e o retorno da vida aquática para o trecho urbano do rio não dependem, apenas, de políticas públicas. As atitudes da população também contam e, por isso, a SOS Mata Atlântica lançou o manifesto “Tietê Vivo – Compromisso de todos nós”, que sugere 10 mandamentos para adotarmos e, assim, ajudarmos na recuperação do curso d’água. Participe!

Há cerca de 20 anos, o maior abaixo-assinado da história do Brasil, que exigia do governo providências para a despoluição do Rio Tietê - considerado o mais importante curso d’água do Estado de São Paulo -, culminou em uma série de obras que, até 2020, podem viabilizar o retorno da vida aquática para o trecho urbano do Tietê. Mas, para que o sucesso do projeto esteja garantido, ainda falta uma conquista fundamental: o compromisso da sociedade com a causa.

Esta é a meta do manifesto Tietê Vivo - Compromisso de todos nós*, lançado pela Fundação SOS Mata Atlântica - em parceria com órgãos governamentais, como a Sabesp - com a intenção de conscientizar a sociedade sobre a importância de adotarmos práticas no dia a dia que contribuem para a limpeza do rio e, consequentemente, para o retorno da vida aquática ao trecho urbano do curso d’água.

O manifesto sugere que os cidadãos se comprometam a seguir os 10 mandamentos do Tietê Vivo no dia a dia e, assim, participem ativamente da recuperação do rio. São eles:
- Monitorar as iniciativas do poder público que visam à despoluição do Tietê;
- Adotar práticas de uso racional da água;
- Preservar os mananciais;
- Defender a conservação das várzeas do rio e das matas ciliares do Tietê;
- Participar de programas de reciclagem e coleta seletiva de lixo;
- Defender a causa da redução do lixo e do seu descarte em local adequado;
- Consumir produtos de empresas que respeitam o meio ambiente;
- Manter a residência conectada à rede pública de esgoto;
- Difundir o manifesto Tietê Vivo para amigos, familiares e colegas das redes sociais; e
- Estabelecer como meta ver o Tietê livre de sujeira e poluição e se colocar como peça fundamental para esta mudança.

Para participar do manifesto, basta assiná-lo na página do Tietê Vivo no Facebook. Até agora, mais de seis mil pessoas já aderiram à causa na rede social. Participe você também!

*Tietê Vivo - Compromisso de todos nós.


Fonte:http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/tiete-vivo-dez-mandamentos-recuperacao-limpeza-retorno-vida-aquatica-648596.shtml

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Casa de garrafa e areia vira atração na Nigéria

A primeira casa construída na Nigéria a partir de garrafas plásticas usadas está se transformando em uma atração turística do vilarejo de Yelwa.

Centenas de pessoas, incluindo dirigentes do governo e líderes tradicionais, foram verificar as paredes --erguidas no tradicional formato arredondado do norte nigeriano-- da construção.

As garrafas, preenchidas com areia, são colocadas lado a lado em fileiras, unidas com lama.

"Queria ver essa construção com meus próprios olhos. Fiquei surpreso ao saber que ela foi feita com garrafas plásticas", disse Nuhu Dangote, um comerciante que viajou da capital do Estado, Kaduna, para ver a casa. "O rumor que escutei é que parece mágica, que você fica maravilhado quando vê, por isso vim aqui. O mundo todo deveria ver isso."

A beleza maior da casa é seu muro externo, no qual o formato arredondado das garrafas produz um efeito inesperado.

Mas para os responsáveis pelo projeto, o maior mérito são os benefícios ambientais.

7.800 GARRAFAS

Em uma terra cedida por um empresário e ambientalista grego, estão sendo construídas 25 casas que vão ser postas para alugar. Cada uma, com quarto, sala, banheiro e cozinha, usará 7.800 garrafas plásticas.

A tecnologia de "garrafa-tijolo" começou há cerca de nove anos na Índia e na América Latina. Ela se mostrou eficiente em termos de custos e uma alternativa mais ecológica comparada aos tijolos convencionais.

Yahaya Ahmed, da Associação Nigeriana de Desenvolvimento para Energias Renováveis, calcula que uma casa feita de garrafas custa um terço do que custaria uma feita de concreto e tijolos.

"Areia compactada dentro de uma garrafa é quase 20 vezes mais resistente do que tijolos. Planejamos construir, inclusive, um prédio de três andares", disse ele.

As casas de areia são ainda uma boa alternativa para o clima quente da Nigéria, já que o material ajuda a manter as temperaturas mais baixas nos interiores.

Elas ainda são à prova de balas, o que pode ser um atrativo em partes menos seguras do norte do país.

As construções utilizam alicerces de concreto para garantir a estabilidade, e a areia é peneirada para que seja compactada.

"A peneiração remove as pedras que não passariam pela boca da garrafa", diz Dolly Ugorchi, treinado para este tipo de construção.

Mas alguns se dizem preocupados com a quantidade de areia usada nas novas casas.

"Meu medo é que este método de construção vai levar ao aumento do preço da areia", disse Mumuni Oladele, pedreiro na cidade de Lagos.

"No momento, as pessoas cavam em qualquer lugar por areia. Você pode imaginar o que vai acontecer quando a demanda por areia crescer para a construção de casas de garrafa."

ESCOLA

Segundo a empresa de pesquisa de mercado internacional Zenith, a maioria da água na Nigéria é vendida em pequenos sacos de plástico, mas o mercado para água engarrafada cresce e representa entre 20% e 25% das vendas, ou cerca de 500 milhões de litros por ano.

Isto significa que as garrafas plásticas são um artigo procurado no país, onde elas são usadas para armazenagem ou por vendedores de rua para comercializar produtos como amendoim.

As garrafas para as casas são fornecidas por restaurantes, hotéis, residências ou embaixadas estrangeiras.

O projeto espera também ajudar as crianças que não frequentam escolas a sair das ruas.

"Não quero ser um mendigo, quero trabalhar e ser pago. Por isso faço este trabalho", afirma Shehu Usman, 15, que faz casas de garrafa. "Quando crescer, quero construir uma casa de garrafas para mim."

Após a construção de 25 casas de garrafas, o próximo projeto da Associação Nigeriana de Desenvolvimento para Energias Renováveis é a construção de uma escola para as crianças de rua da região.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1004050-casa-de-garrafa-e-areia-vira-atracao-na-nigeria.shtml

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

55,8% do PET é reciclado no Brasil, diz Censo

No ano passado, foram recicladas 262 mil toneladas de PET, segundo dados do 7º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, divulgado pela Abipet - Associação Brasileira da Indústria do PET*. Esse número corresponde a 7,6% a mais do que o ano anterior e cobre 55,8% das unidades consumidas no país. Os resultados, entretanto, devem ser vistos com cautela, segundo análise da própria instituição.

O gargalo a ser superado, nos próximos anos, diz respeito à indisponibilidade de mão-de-obra suficiente, à urgente implantação da coleta seletiva em todo o país e à disseminação da cultura da separação das embalagens na sociedade. A universalização é determinada pela PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos até agosto de 2014. Hoje, apenas 17,8% dos municípios fazem coleta, de acordo com a PNSB - Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2008-2010, do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O levantamento foi realizado com 409 empresas do setor, sendo a maior parte dos estados de:- São Paulo (178), - Santa Catarina (45), - Rio Grande do Sul (39) e - Rio de Janeiro (32). Segundo as organizações, o material reciclado é adquirido principalmente de catadores, que representam 47% do total dos fornecedores. A maior parte se transforma em produtos têxteis (38%); 19% em resinas insaturadas e alquídicas destinadas à base de tintas e para construção civil (revestimento de piscinas e banheiras, entre outras) e 17% em embalagens.

Auri Marçon, presidente da Abipet, afirmou que uma das iniciativas da entidade é a do LevPET*, em vigor desde novembro passado. O projeto resultou em um levantamento de uma lista de locais onde as pessoas podem entregar PETs no país. São cooperativas, PEVs - Pontos de Entrega Voluntária e postos de coleta em ONGs - Organizações Não-Governamentais.

Os dados são georreferenciados com o apoio da ferramenta do Google Maps. "Atualmente são mais de 2 mil pontos e funcionam como um alerta à sociedade, para poder participar". As informações são registradas no site do programa.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/55-8-pet-reciclado-brasil-diz-censo-637502.shtml






sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Certificação valoriza obra em 20%

Pelo significativo consumo de água, energia, madeira e matéria-prima de origem mineral, o setor da construção civil é alvo da procura por selos verdes, agregando tecnologias para evitar o desperdício de recursos naturais e o descarte de resíduos.

Obras que seguem princípios ambientais atestados pelo selo custam 5% mais caro. Mas, além da redução de custos após a construção, a valorização do empreendimento para revenda é de até 20%, de acordo com dados do sistema de certificação Leed, existente em 127 países. Entre centenas de obras em processo de certificação no país, estão cinco dos 12 estádios de futebol que terão jogos da Copa do Mundo de 2014.

O setor de construção é um dos maiores consumidores de insumos extraídos tanto de florestas plantadas como das áreas naturais. No entanto, menos de 5% da produção madeireira nativa é certificada, conforme dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Mais de 40% têm origem ilegal.

Como há esquemas para fraudar o sistema de controle e a documentação, mesmo a madeira considerada legal não tem garantias quanto à extração sem práticas predatórias. "O gargalo para a expansão da certificação está na distância entre produtores e compradores", atesta Leonardo Sobral, do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora).

Segundo ele, o selo confere à madeira um sobrepreço entre 7% e 15%. "Enquanto os compradores alegam que falta produto certificado para atender a demanda, os produtores dizem que o problema está no desinteresse pelo produto mais caro", explica Sobral. Praticamente toda produção certificada é destinada à exportação. "Com o dólar em queda, a tendência é o produtor olhar para o mercado interno como estratégico", avalia. (S.A.)

Fonte: http://www.imaflora.org/index.php/noticia/detalhe/194

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Desperdício de água tratada pode chegar a 50% nas grandes cidades só com vazamentos da rede

Por causa de vazamentos, grande volume de água se perde no Brasil entre a captação e a torneira do consumidor, principalmente nas grandes cidades. De acordo com dados do Atlas do Saneamento 2011, divulgado ontem (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seis em cada dez municípios com mais de 100 mil habitantes apresentam perdas entre 20% e 50% do volume de água captada. Nas cidades com população inferior, a perda fica em torno de 20%.

Segundo Daniela dos Santos Barreto, uma das pesquisadoras do projeto, esse é um problema grave que pode ser ainda maior. “Em tempos de escassez de água, essas perdas são um problema sério, causadas por vários fatores como insuficiência do sistema, redes antigas e sem manutenção adequada, além de furtos de água. Com tudo isso, o volume que se perde é até difícil de ser mensurado pelas operadoras e pode ser ainda maior.

O Atlas revela, ainda, que a água fornecida à população brasileira pela rede geral é obtida, sobretudo, pela captação em poços profundos - como ocorre em 64,1% dos municípios brasileiros - e pela captação superficial (56,7%). A água também pode ser obtida por meio de captação em poço raso ou via adutora de água bruta ou adutora de água tratada provenientes de outro distrito ou município.

Em 2008, em todas as regiões do país, a água disponibilizada à população por meio de rede geral recebeu algum tipo de tratamento. Na Região Norte, entretanto, o avanço alcançado no percentual de água tratada distribuída à população, que passou de 67,6%, em 2000, para 74,3%, em 2008, não foi suficiente para que a região se aproximasse dos índices nacionais porque a quantidade de água que não recebe nenhum tipo de tratamento, 25,6% de toda a água distribuída à população, ainda permanece bem acima dos 7,1% que representam a média nacional.

Nas demais regiões, mais de 90% da água distribuída recebe algum tipo de tratamento. A Região Sul, por sua vez, teve um incremento de 10% no volume de água distribuída à população, porém, não teve um acompanhamento no percentual de água tratada.

O estudo mostra que 78% dos municípios brasileiros investem em melhorias na rede de distribuição de água e a Região Sul é a que apresenta o maior percentual de municípios que se incluem nessa situação (86,4%), de investir em melhorias nesse serviço público. Outra parte do processo de abastecimento que vem recebendo grande investimento por parte da maioria dos municípios (67,8%) é o das ligações prediais.

Além disso, estão sendo feitas, em menor escala, melhorias na captação (49,5% dos municípios); no tratamento (43,7%); na reservação (36,1%) e na adução (19,9% dos municípios brasileiros).

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-10-19/desperdicio-de-agua-tratada-pode-chegar-50-nas-grandes-cidades-so-com-vazamentos-da-rede

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pequeno produtor entra na busca pelo selo verde

Aumenta o número de pequenos e médios produtores que investem em reflorestamento e se submetem a rígidos critérios ambientais e sociais para ter o selo verde e se diferenciar. A tendência é puxada por multinacionais, que aumentam as exigências sobre a origem da matéria-prima junto à cadeia de suprimento.

No Brasil, há 6,5 milhões de hectares de plantios florestais, principalmente com eucalipto, quase o dobro da área do Estado do Rio de Janeiro. Do total, 57% têm certificação socioambiental, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf).

O destaque está no setor de celulose e papel, no qual um terço da produção é abastecida por madeira de produtores independentes com garantia de compra e assistência técnica pelas indústrias. Dos 2,2 milhões de hectares de florestas mantidas pelo setor, 77% têm certificação, segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel.

Na pressão por produtos com menor impacto ambiental e social, é crescente a busca pelos selos, envolvendo áreas de plantio e produção fabril. Das caixas de pizza e outras embalagens aos impressos bancários, livros e compensados para a construção civil, o Brasil deverá atingir até o fim do ano a marca de 800 produtos de origem florestal certificados, segundo projeção do Forest Stewardship Council (FSC), duas vezes e meia a mais do que em 2009. "O crescimento é impulsionado mais pelas políticas corporativas de compra do que pela consciência do consumidor", explica Fabíola Zerbini, secretária-executiva do FSC Brasil.

Multinacionais impõem metas de produção sustentável. A Unilever atingiu no Brasil o objetivo global, fixado para 2015, de ter 75% do papel e papelão das embalagens com selo verde. A Tetra Pak emprega matéria-prima com práticas socioambientais em todas as caixas de suco, leite e outros alimentos comercializados no mercado interno, índice superior ao alcançado no resto do mundo.

"Mesmo empresas que não usam insumo florestal buscam parcerias para difundir o selo e as práticas ambientais a ele atreladas", afirma Fabíola, citando a AkzoNobel, detentora da marca de tintas Coral. A empresa produz verniz para madeira e iniciou um trabalho com o FSC para promover políticas para a compra de materiais com origem sustentável, aumentando a escala da certificação.

Na agricultura, o selo expande-se na produção de café, principalmente para exportação. Cerca de 10% dos cafezais da principal região produtora brasileira, o Cerrado mineiro, têm o emblema Rainforest Alliance Certified, exigido por grandes compradores europeus, americanos e japoneses.

A expectativa é expandir as práticas ambientais e sociais na produção de cacau, que atinge o melhor preço dos últimos 30 anos. Além da certificação de fazendas no Sul da Bahia, a estratégia é promover mudanças junto a pequenos produtores, como acontece em São Felix do Xingu, no Pará, que tem um dos maiores índices de desmatamento da Amazônia. O Imaflora conduz um projeto para o cultivo do cacau com práticas ambientais reunindo 40 associados à Cooperativa Alternativa dos Pequenos Produtores Rurais e Urbanos. Em Gandu, na Bahia, 83 produtores da cooperativa são capacitados para proteger os recursos hídricos e melhorar a condição de segurança dos trabalhadores.

Fonte: http://www.imaflora.org/index.php/noticia/detalhe/193

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ministério do Meio Ambiente lança nesta quarta-feira campanha de coleta de lixo eletrônico

Desta quarta-feira (12) até o próximo dia 26, as populações de Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e do Rio de Janeiro poderão descartar de forma correta o lixo eletrônico, como celulares e computadores obsoletos e estragados. A coleta do material faz parte da estratégia de consumo sustentável desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). A expectativa do ministério é que sejam coletadas 50 toneladas de lixo eletrônico nestes 15 dias.

“Temos que conscientizar os consumidores que há lugar [adequado] para o lixo eletrônico”, disse nesta terça-feira (11) a gerente de Consumo Sustentável do Departamento de Produção e Consumo Sustentável do MMA, Fernando Daltro. Segundo ela, o lixo coletado durante a campanha será reciclado ou descartado por empresas de reciclagem.

A campanha será desenvolvida por meio de parceria do MMA com companhias de metrô de Brasília, São Paulo, do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, o Carrefour, a Phillips do Brasil, a Oxil – empresa que atua no mercado de reciclados desde 1988 – e a Descarte Certo. Neste ano, o ministério instituiu outubro como o Mês do Consumo Sustentável.

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2011/10/12/75559-ministerio-do-meio-ambiente-lanca-nesta-quarta-feira-campanha-de-coleta-de-lixo-eletronico.html